Um dia para aprender Libras!
Gabrielle Brito, Elizabeth Dantas e Kátia
Turma 8C
No ano de 2006, a Campanha da Fraternidade abordou o tema: “Levanta-te, vem para o meio”. Aquele era o ano de discutir e mostrar a sociedade que os portadores de deficiência são pessoas normais com nós, apenas com certas limitações. Com isso a feira cultural foi baseada na campanha e cada grupo teve o seu título. As professoras Francimar e Janaína tiveram a idéia de montar uma coreografia baseada nas libras (língua dos sinais), pois essa linguagem é utilizada pelos deficientes surdos e mudos.
Os alunos participantes tiveram que entrar no site e pesquisar o assunto, gestos utilizados, como essas pessoas vivem, descobriram coisas interessantes como escolas só para deficientes, com aprendizado através da libra, cuidados especiais e acima de tudo muito carinho e sem preconceito.
Algo que eu, Gabrielle, aprendi com esse trabalho é que nós devemos aprender a conviver com as diferenças, pois qualquer um pode se tornar um deficiente.
Os educandos e as professoras ensaiaram uma música (com a libra), e os alunos aprenderam o alfabeto na língua dos sinais e algumas palavras completas. A música dizia assim: “Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não, nas escolas, nas ruas, campos, construções, caminhando e cantando e seguindo a canção...”
No dia da feira, todos compareceram e assistiram à apresentação que foi realizada na Escola Nossa Senhora do Carmo, os educandos vestiam uma roupa preta e luvas brancas para realçar os gestos das mãos. Logo após apresentada a música, os educandos foram abordando as pessoas pelo pátio para melhor explicar a libras e a importância dela para os deficientes. Depois da explicação era dado um papel no qual tinha o alfabeto de (a-z) todo em libras, e ainda assim para fechar com chave de ouro os alunos perguntavam o nome da pessoa a qual abordou e traduzia seu nome em libras.
Comentários:
Kátia:
Eu achei muito legal a apresentação. Foi organizada, bem planejada e divertida, uma boa homenagem aos deficientes. Eu até aprendi meu nome na língua dos sinais (libras).
Elizabeth Dantas:
Foi minha primeira feira cultural. Era meu primeiro ano na escola e me surpreendi. Achei diferente e legal. Não sabia o que eram libras depois do trabalho deles, aprendi e achei bem interessante.
Curiosidades:
A Língua Brasileira de Sinais foi desenvolvida a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. As LIBRAS possuem estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço. Segundo a legislação vigente, Libras constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas com deficiência auditiva do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria. Decretada e sancionada em 24 de abril de 2002, a Lei N° 10.436, no seu artigo 4º, dispõe o seguinte:
O sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seu nível médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente".
Vejamos essas figuras como alfabeto em Libras:
Alison, Ana Maria, Loiane e Lucas